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Fotografia de Eventos

Bom, fui chamada para escrever a nossa sessão LAB desse mês, pensei em vários temas fotográficos (até porque esse universe é amplo!), mas decidi em abrir esse meu papo de hoje contemplando o tema no qual mais atuo: FOTOGRAFIA DE EVENTOS. Vamos lá?!

SIGNIFICADO DA PALAVRA EVENTO: acontecimento; festa; comemoração; passagem.

Concentremos nessa palavra: PASSAGEM (amo)! A vida é feita e flui no significado dessa: transição, mudança. É como se vivêssemos capítulos de um grande roteiro, não é mesmo? Pois bem… E nessa história de cada um, há capítulos mais especiais que outros… Um casamento… O nascimento de um (a) filho (a), o batizado, o primeiro aniversário, o aniversário de 50, de 100 anos, as bodas de diamante de um casal, uma formatura, a estreia de uma peça teatral, a abertura de uma exposição… Por aí decorrem linhas pontuadas de acontecimentos. São nelas, nessas linhas, nessas histórias, nesses capítulos, que o fotografo de eventos entra como registrador de memórias. Memórias imagéticas que contam – via contrastes, cores, formas e saturações – a realidade de um certo momento importante da vida de alguém ou de um grupo de pessoas.

Ainda na época da faculdade (Comunicação Social/Publicidade e Propaganda) quando estava redigindo o meu projeto de final de curso, li muitos textos sobre a proximidade da FOTOGRAFIA e da ANTROPOLOGIA. E foi essa temática que incorporei no meu trabalho. Os (as) fotógrafos (as) de eventos, nada mais são do que antropólogos (as), observadores (as) de uma realidade, de um recorte social. Quando contratados para fotografar um evento, também são convidados a fazer uma pesquisa daquela passagem, daquele meio social. Sobre a ótica, o olhar e o modo como absorvem aquele episódio em questão, que serão relatadas as memórias de quem os contratou. Como antropólogos (as), têm que nos aproximar do “objeto” em questão, porém, mantendo um certo distanciamento do mesmo para não influenciar na cultura local. Devido a isso o significado das roupas escuras e mais sóbrias usadas como traje para fotografar um evento, pois estas representam a fala da função dos mesmos: “estamos aqui presentes, porém discretamente, sem interferir e adentrar demais no contexto festivo para o qual fomos contratados a observar e registrar”. Isso também se aplica à postura dos (as) fotógrafos (as) de evento em se posicionarem mais nas laterais, nos cantos, sem interferir muito no campo frontal de uma apresentação ou celebração. Também explica eles (as) pedirem permissão ao fotografar uma pessoa ou conjunto dessas em poses. Enfim, são os meios físicos e de atitude para dizerem: “estamos aqui, contemplando e absorvendo, mas não como protagonistas”. Mesmo quando o evento vem de origem familiar ou via amigos, esses (as) fotógrafos (as) são mais observadores do que participantes ativos.

Até então, concentrei na temática, na função real dos (as) fotógrafos (as) de eventos. Agora, concentremos no modo de fotografar. Bem, cada um tem seu próprio esquema, seu próprio olhar, claro. Eu, por exemplo, trabalho num modo em que outros (as) também se enquadram, principalmente de uns 20 a 15 anos pra cá. Aqui eu falo da linguagem operacional, a qual utilizo das bases do FOTOJORNALISMO como pilares. Esse termo – embora muitos pensem – não está restrito apenas à linguagem jornalística, ao meio dos jornais. Digamos que a fotografia de eventos também se apropriou desse termo e do seu modo de ser: o registro do AQUI E AGORA; ser o ESPELHO DO REAL. Um exemplo bem ilustrativo disso é você pegar o álbum de casamento dos seus avós, o dos seus pais e o seu próprio álbum (ou de amigos que estão hoje na faixa dos 25 a 40 anos). Veja a diferença não somente do contexto (idade, trajes) mas também do estilo de fotos: as antigas são mais estáticas, com as pessoas sempre olhando na direção da câmera. As atuais têm poses também, mas em muito menor proporção. Nesses álbuns atuais por você observados, notará fotos “mais soltas”, que retratam mais um sorriso espontâneo, uma dança não planejada. As “figuras” (protagonistas) presentes nessas imagens dão às mesmas formas mais soltas, proporcionando uma estética igualmente mais fluida. Outro ponto importante em observar – e até mais óbvio -, se refere à quantidade de fotos se compararmos evento mais antigos em relação aos atuais. Após o advento das digitais, houve um aumento do número do fotos entregues em um evento em detrimento da era analógica. A facilidade de se olhar uma fotometria pelo LCD e deletar a imagem um segundo após a sua captura, fez com que a quantidade final de fotos entregues (mesmo que selecionadas e editadas antes, claro) seja muito maior do que na época em que os fotógrafos usavam filmes e não cartões de memória.

Agora, para facilitar, cito os itens (baseados numa compilação de textos que li e por aqui os organizei) que considero importantes para uma pessoa se tornar um (a) fotografo (a) de eventos:

  • GOSTAR DE FOTOGRAFAR EVENTOS: pessoa e/ou equipe fotográfica têm que apresentar um interesse e uma paciência desde o momento do atendimento ao cliente, até os momentos da captação fotográfica (data do evento) e da edição do trabalho para a entrega.
  • TER EQUIPAMENTO APROPRIADO: não adianta ter interesse, boa vontade e um olhar incrível para fazer as fotos de um evento. Tem que ter equipamentos apropriados. Seguem alguns deles:

A) CÂMERAS DSLRs (Digital Single Lens Reflex = câmera digital de reflexo por uma lente): são a versão digital para as antigas câmeras de filme SLR, em que a luz passa apenas pela lente antes de chegar no sensor — ou no filme, no caso das câmeras tradicionais.

* QUALIDADE SUPERIOR DA IMAGEM: o sensor que capta a imagem é maior que o das câmeras comuns. Isso favorece fotografar em ambientes com pouca luz, por exemplo.

* MAIS POSSIBILIDADES DE AJUSTES:
atributo somente válido para quem entende um pouco mais de fotografia

* OBJETIVAS (LENTES) DE MELHOR QUALIDADE:
melhor montagem.

*LONGA DURAÇÃO DA BATERIA:
pois o visor LCD não fica ligado o tempo todo. A maioria dessas câmeras permitem o encaixe de um grip que prolonga o tempo da bateria.

* MELHOR VELOCIDADE DE DISPARO: são muito mais rápidas que as câmeras comuns. Algumas soltam até dez cliques em apenas um segundo. Ótimo para garantir um bom shot.

* MAIS ESTÁVEIS: até mesmo pelo peso das mesmas e composição mais complexa.

* USO DE ASSESSÓRIOS:
como flashes externos.

PS.: é importante sempre ter uma segunda câmera como garantia, principalmente no caso de eventos (onde tudo é no ato: no aqui e agora).

B) FLASH EXTERNO: para uso noturno (baixas condições de luz), para uniformizar ambientes com luz e sombra juntos e em alto contraste, e para
eventos dinâmicos (com muitas fotos sendo feitas a todo momento) é essencial que o flash escolhido tenha um tempo de recarga rápido.

C) OBJETIVAS DE ALTA QUALIDADE E ESPECÍFICAS: para começar a falar de objetivas para eventos, temos que falar de claridade. Elas têm que ser claras, ou seja, terem uma abertura de diafragma, permitindo maior entrada de luz para ambientes, principalmente, com déficit de luz. Esse fator também permite os desfoques de fundo, os quais realçam o motivo principal da foto (protagonistas). É interessante aberturas 1.4 até, pelo menos, 2.8. Muito abertas, como 1.2 não o acho tão interessantes para eventos, pois desfocam uma área muito grande da foto. São interessantes para detalhes, como decoração.

Há duas opções para uso das objetivas, as fixas e as zoom. As câmeras fotográficas da década de 70 eram prioritariamente vendidas com lentes fixas prime claras (como as antigas 50/55mm 1.2, ultra claras). O surgimento das câmeras auto-focus (e logo depois as primeiras digitais) trouxeram uma avalanche de lentes zoom básicas que passaram a substituir as lentes primes que vinham com as câmeras. O mercado passou a vender câmeras Auto Focus com lentes 28-80/28-90 f/4.0-5.6, lentes essas extremamente escuras (em comparação à 55 f/1.2, chega a ser 3 pontos e meio mais escura na abertura máxima). A perda de abertura era compensada pela “versatilidade do zoom”.
O digital emplacou e com isso a necessidade de lentes com melhor ótica começaram a exigir dos fabricantes a produção de lentes zoom com melhor ótica. Lentes zoom básicas começaram a deixar a desejar em câmeras com sensor a partir de 8 megapixels e começou uma corrida em busca de melhor ótica.

* OBJETIVAS ZOOM: são mais práticas e facilitam o manuseio para eventos, oferecendo opções de distâncias de modo rápido. Algumas das mais usadas para eventos:
16-35mm 2.8 (grande angular: paisagens; ambientes)
24-70mm 2.8 (cobre um quadro aberto como grande angular, como também detalhes em tele)
70-200mm 2.8 (teleobjetiva: longas distâncias e detalhes)

* OBJETIVAS FIXAS: permitem uma qualidade melhor, devida a serem mais claras e, em alguns casos, até dispensam o uso do flash. É interessante usar duas câmeras, para ter duas fixas de uma só vez. As demais do kit vão sendo trocadas (intercambiadas) de acordo com a necessidade de luz do local, assim como de se fazer uma imagem de um ângulo mais aberto (ambientes) ou mais fechado (detalhes). Sugestões de objetivas para eventos:
35mm 1.4 (grande angular: paisagens; ambientes)
50mm 1.8 ou 1.4 (“normal”: muito boa para retratos)
85mm 1.8 (teleobjetiva: boa também para retratos, porém tem um alcance maior do que a 50mm; boa também para detalhes)

PS.: Opcionais temos:
14mm 2.8 (olho de peixe: para contemplar grandes ambientes e distorções)
135mm 2.0 (teleobjetiva: para alcançar imagens e detalhes em longa distância)

 D) CARTÕES DE MEMÓRIA GRANDES (DE 16G PARA MAIS): além do mais para eventos grandes, que duram muitas horas e que tenham muitos detalhes, é necessário ter em mãos uma quantidade de cartões com muitos gigas. Aconselho cartões de 16G para mais e o uso sempre da extensão RAW ao fotografar. Essa extensão possui mais qualidade para manipular as imagens, é uma espécie de negativo das imagens. Mas justamente por ser melhor que a extensão JPG, ela necessita de mais espaço no cartão.
No mercado existem esses tipos de cartões: COMPACT FLASH, CARTÃO SD (SD), MEMORY STICK (MS) e MICRO SD. As câmeras profissionais modernas já possuem sistema de backup, ou seja, elas gravam em dois cartões ao mesmo tempo, o que significa… mais cartões que precisam ser adquiridos, mas também muitos mais segurança para o fotógrafo e seus clientes.

E) HDs EXTERNOS E NUVEM: uma dessas opções ou as duas juntas, para guardar os arquivos (e são muuuitos, rs!) dos clientes pelo tempo combinado em contrato.

F) TRIPÉS E/OU MONOPÉS:
esses elementos vêm a dar estabilidade em eventos nos quais possam ser necessários, como desfiles, alguns shows, peças teatrais, decoração com baixa luminosidade no ambiente.

G) BOLSAS PARA GUARDAR EQUIPAMENTO:
essas bolsas devem ser especiais mesmo para equipamentos fotográficos e de vídeo, por apresentarem divisórias interessantes e serem bem acolchoadas e reforçadas.

H) PILHAS RECARREGÁVEIS: são importantes e muito consumidas pelos flashes.

  • TER UM CONTRATO COM O CLIENTE: importantíssimo para qualquer trabalho, inclusive o de fotografia de eventos. Assegura as duas partes (CONTRATADA e CONTRATANTE), deixando claro os deveres e direitos de cada um, além dos prazos de entrega e pagamentos. 
  • TER UM DIFERENCIAL: todo prestador de serviço, toda empresa, dever ter um “algo” a mais a oferecer para os clientes. Algo que desperte neles um interesse em fechar contrato com o “ciclano” e não com o “beltrano”. Geralmente, esse “algo” a mais pode ser: PREÇO/ QUALIDADE / PRAZO ou a conjugação de todos esses fatores. Mas como estamos falando de fotografia, falamos também de arte. Então, posso dizer que o maior diferencial que pode ser apresentado é o ENCANTAMENTO! A imagem, (mesmo que tirada de um evento o qual pode parecer igual a outros do mesmo estilo) deve sempre surpreender, ter um elemento surpresa que “desconcentre a “normalidade do normal, do cotidiano. Ela deve embevecer os olhos e a alma de quem as contemplam!!!

Sobre esse elemento surpresa nas fotos, selecionei algumas imagens de eventos que eu e minha equipe fotografamos. Espero que tenham curtido essa leitura e que seja útil aos interessados! Beijos!

 

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